Acho que tô ficando famoso (té parece), é que não me faltam convites de bandas pra tocar. No momento tô tocando com uma banda da zona sul chamada “Old Boy’s Band“, com muito Albert King no repertório. E tô contente de ter tocado bem na Expo Music desse ano. Parece que todo mundo já sabia quem eu era pelo fato das minhas matérias no site da Bends. Assim que se confirmar nosso próximo show (da minha banda) aviso por aqui. Tenho uma preguiça de cão de escrever nesse blog mas prometo avisar.
Fama? não me iludo.
October 4, 2009 by eneiasBad in Blues
September 6, 2009 by eneiasComprei 26 cds de blues (a maioria de gaita). Muito bom. É engraçado como todo mundo entende tudo de Blues. Aliàs, todo mundo entende de tudo. E isso é um pé no saco. O pessoal fala demais, se gaba demais e na pratica mesmo é um bando de bunda mole. Grande exemplo disso é quando tava procurando alguém pra tocar comigo na peça do Walter Batata. Os cara tudo com medo de mostrar a cara. As mais variadas desculpas. Um bando de cuzão. Foi aí que lembrei do Maick Nuclear e o mano topou na hora. Fui convidado pra contar a história do Blues no centro da Juventude de São Bernardo. E tô contente de terem me escolhido. A gente tem que botar pra fudê, ao contrário desses idiota que só sabem ficar na teoria e na real não entendem de porra nenhuma.
Ressaca e mais ressaca
August 9, 2009 by eneiasTava na esperança de começar a beber menos, gastar menos, ganhar mais tempo pros meus trampos e tal. Quem disse que consigo. Mas que se foda. Como já disse o Jotabê Medeiros: ”O próprio destino já é um fardo bastante pesado”. E será que eu de fato taria melhor de outra forma?
A vida pega leve, finalmente.
August 1, 2009 by eneiasUm monte de coisa bacana tá acontendo comigo. Finalmente. Tava na hora, né Deus?! Uma delas foi a Bends ter publicado quase que na íntegra meu texto sobre gaita. Claro que eles eliminaram um “ezinho” aqui, acrescentaram uma “Virgulazinha” ali. Mas du caralho eles terem sido fiel a tudo que escrevi e terem publicado exatamente o que escrevi. Gostei muito da matéria do Flavinho Vajman, que foi de onde tirei sua declaração do post abaixo, enfim, vou pulicar o que escrevi aqui, como está no site mesmo:
Bends Acontece
Laboratório: Enéias Santos Ribeiro
30/07/2009
O emboss
Salve, salve Rapaziada!
É um prazer estar novamente aqui na seção Laboratório do Bends Acontece. Vamos logo pegar a estrada que leva até a encruzilhada, onde diz a lenda Robert Johnson fez seu pacto com o demo. Quero falar de como “encapetar” sua gaita Blues ou cromática. Croosroad total! Calma, não precisa começar a rezar, estou apenas falando da técnica do emboss, técnica bastante eficaz, conhecida por tirar o vazamento de ar e, com isso, aumentar o volume e melhorar a resposta da gaita.
É óbvio que tem muitos outros fatores que influenciam o desempenho de uma harmônica, mas se você quer deixá-la com volume excelentemente satisfatório, timbre surpreendente e aquele brilho no som, o emboss então é indispensável. Posso estar mal-informado, mas não conheço nenhuma loja que venda ferramenta para fazer emboss na gaita. Nosso amigo Júnior Blues (olha só o nome do sujeito, tem tudo a ver com o texto) deu a dica de se fazer o emboss com a esfera de um mouse ou com a ponta-guia de um passa fios e cabos elétricos (vide edições anteriores).
Então é o seguinte: o objetivo do emboss é simplesmente estreitar as calhas da placa de voz em direção às palhetas, eliminando o vazamento de ar. Para isso, basta deslizar a ferramenta entre as calhas. O interessante e ter também uma ferramenta triangular para poder fazer o emboss também na calha de cima, além das laterais.
Nesse caso inclina-se a ferramenta em um ângulo aproximado de 45 graus e deslize sobre a calha, lembrando que o objetivo é que a calha deslize em direção à palheta. Mas aí podemos ter um problema, a palheta poderá travar se o emboss for exagerado, numa pequena ou grande pressão de sopro ou aspiração. Nesse caso, faça o seguinte: coloque a placa de vozes contra a luz, e com muita sutileza empurre a palheta com o próprio dedo deixando-a rente com o slot, para assim poder identificar onde o emboss está travando a palheta.
Na seqüência, para retirar o excesso de emboss, dê uns slaps na palheta. Se ainda assim não resolver, passe uma espátula nas laterais até que a palheta seja destravada. Se for o caso, de mesmo assim não destravar, use uma lima para passar na lateral da calha que estiver travando. Tudo que estou dizendo tem que ser feito com muito cuidado, para não desajustar a palheta ou então inutilizar a placa de vozes.
Bem, é isso.
Espero ter ajudado.
Com a rapaziada “encapetando” suas gaitas, ninguém mais estará a salvo!
Abraços,
Enéias Santos Ribeiro
July 26, 2009 by eneias
“O blues, antes de tudo, é uma forma étnica, tão formidável, pois foi a manifestação cultural de um povo reprimido. Não defendo a repressão como benefício artístico, mas foi o fato em vários gêneros. Fico magoado com essa elitização do blues que ocorre no Brasil, pois o gênero é, por excelência, “marginal”, e deveria ser tocado em qualquer boteco de esquina a um preço módico”
(Flávio Vajman)
Cia. Desencontrários em dose dupla
July 12, 2009 by eneiasMother Fucker – O começo de uma banda de rock and roll
No Centro Cultural da Juventude
Av.Dep. Emilio Carlos, 3641 Vila Nova Cachoerinha
Sábado às 20h e domingo às 18h
Elenco: Danielli Avila, Joeli Pimentel, Marco Plá e Claudia Ortolan
eGood old days
June 27, 2009 by eneiasNas paredes da cidade: “O amor é importante, porra!”. É, eu já sabia. What else could I have done?
E mais uma Blue Night. Noite tocando clássicos de blues com a Zona Blues. Sempre me divirto. São as músicas que me ensinaram a tocar guitarra quando ainda adolescente inútil (hoje já sou um adulto inútil). Estudava de manhã – quando estudava, o que era raro – voltava pra casa ou ia pra casa de algum amigo e ficávamos a tarde toda com violões no colo sacando o que era um blues 12 compassos, uma escala pentatônica. Nunca quis nada da vida, mas meu inconciente ditava que tava a fim de ser guitarrista … Dias de tamanha inocência que desembocaram nesse caminho que tento trilhar hoje. Eu não tinha mais nada na cabeça e era feliz de verdade. Nada mais me importava. Na verdade, não mudou muito…quase nada. Música ainda manda. E com amigos ou ao menos com caras que realmente respeito. Tem sido assim. Alguma sorte eu tenho. E ontem não foi diferente. Achei engraçado o Vitão (batera) virar pro cantor e falar mais duas e chega no fim da gig. Ed Blues não gostou e falou: “Porra, mas já?”. Vitão: “São quatro da manhã, cara!”. Ele: “Porra, 4 da manhã?”. Pois é…deixa o cara se divertir e perder a noção de tempo com algo na vida. A gente precisa disso.
(Fábio Brum)
Ps: Preciso aparecer lá no Ventania pra dá uma canja com essa rapaziada do “Zona Blues“. Os caras são gente boa pra caralho.
Daqui a pouco
May 20, 2009 by eneiasTem show do Ivan Márcio no teatro municipal de santo andré. Tem mais de semana que eu só tô estudando, sem sair pra lugar nenhum. Então acho que eu mereço ir lá tomar umas e curtir o Show. E vou com as gaitas no bolso porque é bem provável que eu dê uma canja também. Pra quem não sabe Ivan Márcio é um dos melhores gaitistas brasileiro especializado no Blues. Blues? É tudo o que eu tô precisando. Ah, começa as 20 horas.
É di tirar o fôlego!
May 3, 2009 by eneiasHá quem diga que a série “24 horas” é insuperável. Há quem diga que é a melhor série de todos os tempos. Uau! Por algum tempo eu também acreditei nisso. Acreditei nisso até aparecer uma série chamada “Prison Break” que nada mais é do que a história de alguns presidiários de segurança máxima em solo norte-americado. Como nos livros de David Goodis: Marginais fugindo da lei. Como num livro de Edward Bunker: Mundo cruel gente cruel. Com um roteiro imprevisível. É literalmente de tirar o fôlego. Personagens angustiados pela chance mínima de tudo ficar bem. Personagens despresiveis que imprevisivelmente acabam mostrando seu valor. Emocionante. Meu irmão gravou a 3° e a 4° temporada pra mim. Já matei a terceira e tô na metade da quarta. Não preciso de mais nada nesse fim de semana.
Blues à Paulista
April 19, 2009 by eneiasOntem foi eu, o Bié, Bisteca e o Ivan assistir o documentário “Blues à Paulista“. Tá muito enganado quem pensa que o Blues já morreu no País do samba. Óbvio que sempre foi difícil, nunca foi fácil. Que diga o Helton Ribeiro. E é sobre a dificuldade que se trata o documentário. Nem tem como ser diferente. O Robson Fernandes ( costumo dá canja em seus shows e afinar suas gaitas) dizendo que música já é um troço difícil aqui no Brasil, imagine então o Blues. É ri pra não chorar. O Ivan Márcio falando que no dia que o Sesc também fechar as portas pro Blues ele vai mandar curriculo pra vê se consegue trabalhar no caixa do Pão de Açucar. O Nuno Mindelis afirmando que o Brasil não é o país mais indicado pra se viver de Blues, mas que também se você foi pego por ele não tem como escapar. Se mostrou meio radical dizendo que não existe conversão pro Blues, ou você já nasce bluesman ou então não é bluesman. O que não gostei foi do pianista André Youssef dizendo que desconhece blues em português. O cara tá muito mal informado. Outro pianista, o Adriano Grineberg ao ser indagado sobre a nova geração começa a dar risada e dizer “Essa é foda”, tipo: Fudeu. O sujeito simplesmente não tem esperanças de um futuro bom pro blues aqui no brasil, mas ao mesmo tempo disse que só o fato da realização desse documentário já é algo muito bom. Nisso eu concordo com ele. Outro fato que incomoda a rapaziada é o lance do Bluesman ser associado a cachaceiro, fedido, mal trapilho e largado na sarjeta. Na verdade isso também me incomoda, é uma opinião muito rasteira dizer que bluesman é um porra louca que toma cachaça. O Ivan Márcio se mostrou incomodado com a expectativa das pessoas, que esperam ver ele bêbado na sarjeta. Quando na verdade ele anda por aí perfumado e costuma levar sua filhinha no colégio. Mas as pessoas sempre vão julgar umas as outras. Sempre vão criar expectativas. Sempre foi assim. Por minha parte vou me policiar pra cuidar só da minha vida. Agora na minha opinião o sujeito que mais deu bola fora foi sem dúvida o André Cristovam. Muito arrogante. Talvez por se considerar o Bluesman mais importante do Brasil ou simplesmente o primeiro Bluesman do país, sei lá. Ele dizer que o caminho pro Blues dar certo no Brasil é cantá-lo em português, beleza. O Helton Ribeiro diz que o Rock brasileiro estorou nos anos 80 porque era cantado em português, e o Blues cria um certo distanceamento pelo fato de ser cantado em inglês. Mas enfim, tava falando do André Cristovam. Ele afirmou que já fez a parte dele e que agora passou a bola pros caras. Muito bonito o cara tentando tirar o dele da reta. Muito lindo o sujeito tentando se acomodar. Mas passou a Bola pra quem André? Mais da metade da rapaziada nem gosta de Blues em Português. Como se não bastasse ele ainda disse pra não deixar o artista beber no palco, mas de quem que ele tá falando? Do Jefferson Gonçalves que sempre fez shows maravilhos e nunca deveu nada pra ninguém? do Robson Fernandes que toma uisque durante o show e tem seus shows como um dos mais eletrizantes do Brasil? Cada um sabe o que faz, e mesmo que a bebida prejudicasse o show ninguém é obrigado a assistir. Paga ingresso quem quer. O público é quem tem que se informar do que pretende vê. Pra finalizar também acho que o Edu Gomes (guitarrista da Irmandade do Blues) viajou na maionese dizendo na possibilidade de ter um blues autenticamente brasileiro. O Blues brasileiro já existe: é a música nordestina, é o baião. Ritmos diferentes mas que têm valores humanos similares de uma tentativa de superar o sofrimento através da arte. O Blues é o Blues, não tem como trasformar ele em nada. Não tem como transformar laranja em maça, mas dá pra misturar as duas coisas. Criar algo novo a partir de outras influências. Mas laranja vai continuar sendo laranja e ponto final. A gente pode misturar o Blues com os outros ritmos mas não querer transformá-lo em outra coisa. Isso não faz sentido.