Se eu tiver que ir no Teatro vou ir pra ver a peça “Alguns Blues do Tennessee“. Um dos artistas que mais respeito e admiro se chama Brian Penido Ross que assume a direção junto com Eduardo Tolentino. Ando distante e desanimado do teatro mas o trabalho de grupos como o Tapa e Cemitério de Automóveis sempre valerão cada centavo do ingresso. Assim como a Cia. Desencontrários. É um teatro indescritível e cheio de vida. Uma arte sincera que posso confiar. Pode parecer meio tolo e ingênuo da minha parte, mas que sentido a vida tem se eu não acreditar que ainda existem pessoas sérias trabalhando com honestidade? Falando o que acreditam e tentando fazerem alguma diferença em mundo cruel, indiferente, egoísta e desumano? Tem que ter muito Culhão. Enfim, fugi totalmente do assunto, mas quero resumir dizendo que conheço o Grupo Tapa e deve ser du caralho a nova montagem “Alguns Blues do Tennesse” do dramaturgo Tennesse Williamas. Ainda não assisti, mas imagino que deve ser muito boa pra quem pensa que o Blues é uma mera repetição de harmonia e de pessoas porra loucas que enchem a cara com conhaque. Julgar a superfície é pra todos. Mas mergulhar até o fundo pode ser muito perigoso. Sempre foi. O título da montagem se inspira no blues, estilo musical conhecido por melodias geradas pelo puro improviso. Falei demais, encerro com palavras do diretor Eduardo Tolentino ” A montagem é formada por pequenos improvisos, uma música que vai direto ao cerno das questões humanas”. O serviço é na rua Capote Valente,1323, próximo metrô Sumaré, tel: 3801-1843, Ingresso 20,00 e 40,00. Quintas, sextas e sábados as 21 horas e domigos às 20 h. Fui.